6.1.22

E@D outra vez?

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Tudo indica que as aulas retomam a sua normalidade, dentro do que é o nosso normal nos últimos dois anos, no dia 10 de janeiro.
No entanto ainda ontem, dia 5, o relatório diário dava conta que surgiram 39.570 mil novos casos e lamentavelmente 14 mortes. Este número de contágios é o maior alguma vez registado desde o início da pandemia. A matriz de risco situa-se nos 2104,7 casos de infeção por 100 mil habitantes a nível nacional. Há cada vez mais pessoas vacinadas também, o que, na minha opinião é sem dúvida uma excelente arma para combater o bicho.
Estamos prontos, supostamente, para regressar à escola. Mas será que vamos só aquecer as cadeiras por 1-2 semanas e voltamos ao E@D ou irá a escola conseguir manter-se aberta?
Não está fácil... Que opiniões têm? 

5.1.22

BREAKING NEWS: Somos estrelas de Hollywood

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Já marcaram viagem? Já reservaram hotel? Hollywood espera-nos!

Bom, parece que com o andar da carruagem do TGV que os professores têm realmente que saber fazer de tudo nos dias que correm. Eles criam portfólios, nuvens de palavras, participam na geowiki, escrevem livros, criam blogues, respiram e ainda GRAVAM VÍDEOS. 

Isto está bonito está... Claro que esta geração passa as palhetas aos velhotes. Com tanta tralha que vão acumulando, já nem é considerada bagagem de mão. 

Experiências como a elaboração de um "Video Pitch", uma "Shot List" e a criação de um vídeo são coisas que há 30 anos eram um pouco impensáveis. No entanto com o ensino à distância (E@D) é algo que se tornou simultaneamente presente. Quanto mais não fosse apenas pelas aulas gravadas numa plataforma de videoconferência. Torna-se cada vez mais importante que os professores saibam dominar este tipo de ferramentas. Até porque estando as novas gerações já incorporadas com tablets e telemóveis mal saem do ventre das suas mães, nós, professores, temos de estar sempre em cima do assunto e das trends, cativando assim a nossa plateia.


"No meu tempo não havia nada disto. Era lousa e giz."

"Eu sou do tempo dos acetatos!"


Eu também. Tenho 23 anos e isso também fez parte da minha vida escolar. E é ótimo poder observar como as coisas mudam e evoluem. Ainda bem que passei por essas experiências. Honestamente falando, foi graças a isso que "ganhei" paciência para lidar com as crises existenciais, pelas quais, por vezes, um computador passa.

E desse lado, são a favor de um ensino mega tecnológico? Uma mistura de ambos (passado e presente)? Outras alternativas?

Altocumulus


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Nuvens de palavras, word clouds, nuages de mots, nubes de palabras, you name it... Todos os idiomas fazem uso delas.
Eu cá gosto de chamá-las de altocumulus apenas. Isto porque este tipo de nuvens faz lembrar os carneirinhos, quando aparecem no céu e o deixam com aspeto de bolinhas de algodão. Bastante fofinho.
Neste caso, este aspeto encarneirado lembra-me exatamente da aparência das nuvens de palavras. Vários termos, por vezes repetidos, mas que de algum modo se relacionam com o tema principal no qual se enquadram.
Podem servir de método diagnóstico, quando realizadas antes da lecionação de uma matéria, por exemplo, como meio de avaliação, se o caso é aferir rapidamente certos vocábulos, ou até mesmo como ponte para algum exercício de aplicação de conhecimentos.
Todavia há quem não goste de as utilizar em sala de aula por achar que se pode tornar uma metodologia que pode perturbar o bom funcionamento da aula. Dado que existe sempre aquela malta engraçadinha que gosta de mostrar o seu amplo conhecimento lexical e decide incluir "palabras" que nada têm a ver com o propósito. E também porque podem ser "manipuladas", caso sejam extraídas de um texto.

Vocês são adeptos desta metodologia? Consideram que está ultrapassada? Que sugestões têm?

Que raio é isso de Portfólios?

 

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Ora bem... Portfólios. Sim ou não? Será que é só para nos dar cabo da cabeça ou são realmente úteis? Então e os currículos já não servem para nada? Na minha opinião, sim. Sim é para nos dar cabo da cabeça porque realmente são úteis. Tudo o que vale a pena dá trabalho e requer esforço. E embora maior parte deles esteja online e possa parecer fácil e rápido de ser criado, porque afinal são apenas meia dúzia de cliques, no entanto tem muito que se lhe diga. Para quem é leigo nestas matérias ainda mais complexo se pode tornar. Porém não há nada que seja impossível de aprender e com tempo nós próprios podemos construí-lo. Podem perfeitamente tirar a vez ao currículo. São muito menos formais, neles podemos inserir outro tipo de conteúdo, que um currículo profissional não comporta, mostrando assim várias valências e qualidades. E estando nós cada vez mais digitais e numa sociedade extremamente competitiva, os portfólios são uma mais-valia.

E vocês? O que pensam sobre este assunto?